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Inventário e Partilha de Bens: Quando é Obrigatório e Como Funciona?


A perda de um ente querido costuma ser acompanhada por questões burocráticas que exigem atenção, especialmente quando há bens a serem distribuídos entre os herdeiros. Nesse contexto, o inventário é o procedimento legal que formaliza a transferência do patrimônio deixado pelo falecido. Muitas pessoas recorrem à internet para entender quando ele é obrigatório e como realizá-lo corretamente.

Quando é obrigatório fazer inventário?

O inventário deve ser aberto sempre que a pessoa falecida deixar bens, direitos ou dívidas. A legislação brasileira determina que o procedimento seja iniciado em até 60 dias após o falecimento. Caso esse prazo seja ultrapassado, podem ser aplicadas multas sobre o ITCMD (imposto de transmissão causa mortis), variando conforme o estado.

Não importa se os bens são de pequeno valor ou se há consenso entre os herdeiros — sem inventário, os bens permanecem legalmente bloqueados e não podem ser vendidos, transferidos ou utilizados para obtenção de financiamentos.

Tipos de inventário: judicial e extrajudicial

Existem duas formas de realizar o inventário:

Tipo de

 Inventário

Quando pode ser utilizado

Características

Extrajudicial

(em cartório) 

Quando todos os herdeiros são maiores, capazes e estão de acordo

Mais rápido, menos burocrático e geralmente mais econômico

Judicial

Quando há herdeiros menores ou incapazes, ou quando existe algum    conflito entre os herdeiros   

Tramita perante o juiz e pode ser mais demorado


Em ambos os casos, a presença de um advogado é obrigatória, seja representando todos os herdeiros em conjunto ou individualmente.

Quais documentos são necessários?

Embora a lista possa variar conforme o caso, geralmente são exigidos:

  • Certidão de óbito do falecido;
  • Documentos pessoais dos herdeiros;
  • Certidão de casamento ou união estável, quando houver;
  • Matrículas de imóveis, documentos de veículos e extratos bancários;
  • Declarações de dívidas ou financiamentos.

A organização prévia desses documentos ajuda a evitar atrasos no procedimento.

Quanto tempo leva e quais os custos?

O tempo de conclusão depende do tipo de inventário e do grau de organização dos herdeiros. Inventários extrajudiciais costumam ser concluídos em 30 a 90 dias, enquanto os judiciais podem levar meses ou anos, especialmente se houver litígios.

Os custos envolvem:

  • Honorários advocatícios;
  • Taxas cartorárias (no caso do extrajudicial);
  • ITCMD, calculado com base no valor do patrimônio.

Considerações finais

Realizar o inventário de forma correta evita bloqueios patrimoniais e conflitos entre herdeiros. Mesmo em famílias harmoniosas, a orientação jurídica assegura que todos os direitos sejam respeitados e que o processo ocorra com segurança e tranquilidade.

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