Metas fazem parte do ambiente corporativo. Empresas podem estabelecer objetivos para medir desempenho e produtividade.
Mas surge a dúvida: quando a cobrança de metas ultrapassa o limite e pode se tornar assédio moral?
A resposta é: sim, metas abusivas podem configurar assédio quando expõem o trabalhador a humilhação, pressão excessiva ou constrangimento.
O que são metas abusivas?
Metas podem ser consideradas abusivas quando:
• São impossíveis de atingir;
• São alteradas constantemente para dificultar o cumprimento;
• São acompanhadas de ameaças de demissão;
• Geram exposição pública vexatória;
• Impõem pressão psicológica contínua.
A cobrança não pode ultrapassar os limites do respeito e da dignidade.
Toda cobrança é assédio?
Não.
A empresa pode:
• Estabelecer metas razoáveis;
• Avaliar desempenho;
• Cobrar resultados compatíveis com a função.
O problema surge quando há excesso, humilhação ou perseguição.
Como o assédio moral pode ocorrer nesse contexto?
Pode acontecer quando:
• O trabalhador é exposto perante colegas por não bater meta;
• Há apelidos depreciativos;
• Existe pressão diária desproporcional;
• O empregado é isolado ou ameaçado constantemente.
O assédio normalmente é repetitivo e causa desgaste emocional.
O trabalhador pode pedir o quê?
Se ficar comprovado assédio moral, pode haver direito a:
• Indenização por danos morais;
• Rescisão indireta do contrato (como se fosse demissão sem justa causa);
• Pagamento de verbas rescisórias;
• Eventual afastamento por motivo de saúde.
Cada caso depende das provas e do contexto.
Como comprovar metas abusivas?
Podem ajudar:
• Mensagens e e-mails internos;
• Gravações lícitas de reuniões;
• Testemunhas;
• Relatórios de metas inatingíveis;
• Documentos médicos, se houver adoecimento.
A prova da repetição e do constrangimento é essencial.
Atenção
Cobrança por resultados faz parte do trabalho, mas não pode violar a dignidade do empregado.
Quando metas são usadas como instrumento de humilhação ou pressão excessiva, pode haver assédio moral.
Se houver desgaste psicológico ou ambiente hostil, é importante analisar a situação para verificar possíveis direitos.